quarta-feira, 26 de abril de 2017

DE UBYARA A SÃO JOÃO DA SERRA-PI

De Ubiara à São João da Serra, entrevista com o professor e Historiador Herllys Torres.
Segundo Professor Herllys Torres, apoiado nos estudos do eminente escritor Padre Claudio de Melo em obras suas como: Os primórdios de nossa história, que conta a história desde a freguesia de Santo Antonio do Surubim, atual campo maior e O marte dos Tacarijus, que conta a história de São Miguel do Tapuio, onde afirma que os primeiros moradores dessa grande região os indígenas Tapuias e alongares denominavam-na primeiramente de Ubiara que na língua indígena significa terras de águas boas, que compreende toda essa extensão de terra banhada pelos rios Poti e Longá. A segunda denominação surge quando o primeiro governador do Piauí João Pereira Caudas criou as seis primeiras vilas daí surge a segunda denominação, Marvão. A terceira denominação Urubu velho, devido uma feira no então povoado onde se jogavam restos de animais e vísceras onde atraiam muitos animais para aquela região. Visando afastar esse nome Urubu velho que denominado de forma pejorativa os moradores influentes daquela época resolve construir suas residências um pouco afastado do Urubu velho que passou, no entanto a se chamar Lagoa do Barro. Com a chegada da imagem do padroeiro São João Batista a localidade no ano de 1908 passou a se chamar São João Batista, e só depois com a união do nome do padroeiro São João Batista com a antiga Serra do Urubu tornou-se definitivamente a se chamar São João da Serra.
   
THIGO GABRIEL E HERLLYS TORRES

ESCAPOU FEDENDO!






 
“Escapou Fedendo”

Tempos atrás apareceu um cidadão Cearense em São João Da Serra, logo começou a viver como pedinte (esmoler), fez seu rancho perto do olho d’água do Bairro Santa Rita, era comedor de cágados. Passado certo tempo o esmoler partiu desta para uma melhor (morreu).
Naquele dia o Sr.Luiz Mariano partiu rumo ao olho d’água montado no Jumento de Nome “sofreu”, de cor preta parecia até um burro, devido a seu bom porte físico.
Criado enjeitado, comendo xerém de milho e folhas de “orelha de onça”, “Sofreu” havia nascido na era de 1932, e o senhor Luiz ia buscar água a pedido de dona Augusta Moreira.
Naquele dia os senhores Júlio Bina, Elias, Airton e José Prejuízo estavam tomando água que passarinho não bebe e avisados do partir desta do esmoler resolveram ir ao rancho, pois, aquilo não era casa, não tinha cadeira, rede,cama....
Luiz chegando ao olho d’água ouve um chamado, era Júlio Bina que diz:
– Luiz traz esse jumento aqui, pra nós ir enterrar esse moleque.
Ali Luiz jogou a carga d’água no chão e nota que Júlio Bina segurava duas garrafas de cachaça, logo tomou dois copos sarrafiados, para entrar no clima dos outros. Júlio já havia mandado Airton e Zé prejuízo preparar a sepultura do esmoler, cada um com seu litro de cachaça.
Luiz chega ao rancho do esmoler morto já meio tomado, junto com Júlio que lhe diz:
– Vamos enterrar o veio.
Como o morto não tinha rede, não tinha roupa apanharam o mesmo e jogaram em cima do Jumento “sofreu” e saem no cortejo, Elias puxando o Jumento “sofreu”,Luiz Mariano tocando o jumento e segurando o braço do morto,Paulo segurava também no braço do morto,Júlio Bina atrás carregando duas garrafas de pinga e dizendo:
–Vamos  enterrar esse moleque.
O cortejo chamou atenção da população que não sabia se o que estava em cima do “Sofreu” estava bêbado ou morto e o cortejo segue...
As senhoras Augusta, Mariquinha, Hilda e Regina sabendo da morte do pedinte, providenciaram: velas, cobertor e partem rumo ao rancho do esmoler.
No meio do caminho encontram o cortejo e logo dizem:
– Que serviço é esse?
Fizeram os bêbados derrubarem o veio no chão, puseram numa rede e partem de volta ao rancho do esmoler, preparam café, acendem velas e rezam.
É só horas depois,levaram o morto numa rede para o cemitério do Major Lopes,e com aquela demora  do cortejo a voltar para o rancho do esmoler e velação do corpo,Airton e Zé Prejuízo ainda no cemitério cavando e tomando pinga,já haviam feito um buraco suficiente para enterrar o esmoler e o jumento “Sofreu” que escapou fedendo. 








terça-feira, 25 de abril de 2017

BALÃO DA GOOGLE CAI PELA SEGUNDA VEZ EM SÃO JOÃO DA SERRA PIAUI


BALÃO DA GOOGLE CAI PELA SEGUNDA VEZ EM SÃO JOÃO DA SERRA PIAUI
                       

Nas primeiras horas da tarde do dia 7 de abril de 2017 uma onda de noticias começo a circular nas redes sócias (whatsaap e faceboock) sobre de um avião para uns monomotor e parar outros bimotor. Para aumentar um interesse seria um avião com malotes bancários. Certo que a noticia chegou ao conhecimento do policia local e no comando regional da cidade de Campo Maior que mando militares ir ao local do fato. Com o auxílio de uma picape disponibilizada pela prefeitura de São João da Serra chegando na localidade estremas procuram o ex vereador João Cordeiro, bastante conhecedor da região. Após andarem 4quilometro de carro o grupo foi obrigado a adentrarem a mata da localidade Camponesa saindo em direção ao espirito Santo e só por volta das 10 da noite o grupo militar e os acompanhantes poderam constatar que na verdade o que havia caído era um balão de pesquisa do gloogle, vale lembrar, que o citado balão foi noticiado pelo sites G1 da rede globo, portal cidade verde, jornal da tv cidade verde, Piauí TV segunda edição, da TV clube; portal  az, folha saojoense, entre outros. Esse não foi o primeiro caso que ocorreu na cidade de São João da serra, pois em menos de um mês e meio foi resgatado na região da serra da Vigia pelo ex vereador Antônio Ezidio um balão muito parecido. Posso afirmar que o medo e o alvoroço causados na população em acreditar que aquele objeto seria um avião são porque o mesmo emite luzes fortes e um sinal típico o tempo todo, esse equipamentos são usados para transmitir sinal de internet, tem um diâmetro de 15 metros, pertencem ao projeto LOM para a transmissão de sinal wifie usa o gás hélio como combustível.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

CHICO FRANCILINO-UM TOCADOR LENDARIO




 
CHICO FRANCILINO-UM TOCADOR LENDARIO 


No registro de nascimento Francisco Machado de Sousa, nascido no dia 1 de novembro de 1929, no Baixão dos Dantas do senhor Egídio e depois veio a morar na Santa Maria. Seu irmão mais velho, Furtuoso, que já tocava sanfona desde 12 anos de idade, seu pai Januário José de Sousa ( o primeiro sanfoneiro da região) vendo o seu pai Januário tocar ficava observando aquilo e depois terminou aprendendo os primeiro dedilhados do instrumento sozinho. O senhor Didor Cardoso dizia`este nego é bom de foli`´ e o levou para a cidade de Campo Maior, lá foi apresentado ao maestro Pedim da banda de musica da cidade, onde aprimorou seus conhecimentos da arte das teclas. Só saiu da banda quando o maestro Pedim foi embora pra Brasília. Chico Francelino lembra que começou a ganhar dinheiro no cabaré da Isabelona (a mulher mais rica de Campo Maior, que nem os bancos queriam mais guardar o seu dinheiro) tinha como companheiros de apresentação garotos da banda de musica local. Relata que seu cantor era conhecido como Corrupião `´o bicho era bom de ouvido, gravava as musicas na memoria logo na primeira vez que ouvia ´´. Passando o tempo Chico vai morar em Castelo do Piauí passando a trabalhar para o senhor Milton Lima nas suas campanhas politicas. Tempos depois voltou para a sua cidade natal São João da Serra, pois sua esposa, dona Helena, madrinha de sua mãe apontando para mim, Helena diziam que seu pai Zé Cardoso faria uma casa para eles.
            Começou a tocar a sua sanfona utilizando como meio de transporte que os conduziam junto o seu Chico Viola, seu o pandeirista e o senhor Chico Liziario o seu zabumbeiro. Depois passou a ser transportado para as suas apresentações, alguns vezes, nos carros de seu Antônio Damásio e de Chico Cardoso. Tocava em Castelo, Campo Maior, São João da Serra, São Felix, Prata, Beneditinos entre outros. Recorda que era contratado para tocar no grandioso festejo da centenário fazenda Cana Brava pertencente ao município de São Miguel do Tapuio de propriedade do senhor João Henrique e dona Maria. La tinha leilão e corrida de cavalos e gente muito importante como o senhor Manuel Portela de Arruasses, de São Miguel do Tapuio, além do vaqueiros da fazenda da Santa Cruz dos milagres. Lembra-se que existia ´´um caba bom pagador de festa como o senhor Manuel Calisto´´. Relata que certa vez na cidade de Prata do Piauí o seu prefeito Chico Filomeno gostou tanto de sua festa que se empolgou e ficou bêbedo e entregou a chave da prefeitura ao senhor Antônio Maria dizendo ‘amanha abra a prefeitura e pague esse nego tocador feroz´´.
            No que diz respeito à cachê era muito variado dependendo da festa, podia ser 50, 70 ou 100 contos de réis. Quando voltava para casa pagava os acompanhantes e dava para pagar as coisas que dona Helena havia pegado nos comércios locais e assim então poderiam descansar uns dias. O seu repertorio era composto por musicas de Silvinho, Wadck Soriano, o preferido da juventude naquela época, além de Nelson Gonsalves e o famosos baião de Luiz Gonzaga. Diz que tocou muito nas barracas do festejo de São João da Serra, na mesa do senhor Edmilson Frazão e de seu compadre, o mega empresário e fazendeiro Nilo Campelo. Hoje 22 abril de 2017 faço o devido registro fotográfico e vídeos deste quase centenário homem que atrás da sua arte, em tempos tão remotos levou e leva alegria aos que o conhecem, neste momento estava entoando na sua sanfona a musica´´tristeza por favor vá embora...´´ obrigado herói das teclas Chico Francelino.








IONDE ESTÁ NOSSO CRISTO?


ONDE ESTÁ O NOSSO CRISTO?

Desde de muitos tempos a traz a igreja católica usa símbolos e imagens, principalmente diante do grande numero de cristãos analfabetos, na paroquia matriz de São João Batista, na cidade São joão da Serra Piaui. Na década de 1980, existia uma imagem em tamanho real, ou seja, entre 1,60 ou 1,70cm de comprimento era a representação fiel de jesus Cristo morto com uma coroa de espinhos na cabeça, com os seus sangramentos em braços e pernas e todos as suas chagas. A imagem ficava no chão ao lado esquerdo do altar da referida igreja, protegida por um caixão de vidro, onde os vigários celebram suas missas. Desde dessa época não tive mais informações do nosso cristo, resolvi investigar o fato. E segundo a professora, Izaura Carvalho, pessoa muito ligada a igreja católica e conhecedora de sua estória, afirma que a imagem foi levada tempos atrás para a diocese de Campo Maior em companhia de outra imagem de São José. Neste local onde ficava a imagem do cristo, hoje tema imagem de padre Cicero do Juazeiro do Norte.